Preencha os campos abaixo para submeter seu pedido de música:

Parabéns Nação Rubro Negra

Compartilhe:
blog-do-ale

temablog

O Flamengo bate recorde atrás de recorde e sua torcida não casa de tanta felicidade. Foi o tempo em que nadava, nadava e morria na praia. Começava a temporada e sua torcida enchia a boca para gritar que já era campeã dos torneios que disputaria. Zoações com adversários e torcidas rivais. Vivia num mundo dela, o fantástico mundo rubro-negro. Só que não. No fim estava ela fora de todos os campeonatos e no máximo atingia o segundo lugar e lá vinha uma chuva de zoações dos quatro cantos do Brasil. Entrava ano e saía e as coisas não mudavam. Torcida esperançosa e time não embalava. Seria culpa dos treinadores? Comissão técnica? Dirigentes? Ou dos próprios atletas? Que tal um mix de tudo? Sim, possível que sim. A cada início de temporada a torcida se via numa espécie de “Déjà Vu” e nada fazia mudar o triste fim que teimava em não mudar. Começo muitas vezes avassalador e ao longo do ano o gás ia acabando até que as turbinas paravam de funcionar. Desculpas das mais esfarrapadas alimentavam as resenhas esportivas e nada, nada justificava tamanha desilusão da maior torcida do mundo. A única verdade é que mesmo com esse hiato gigantesco de títulos, sua torcida nunca em hipótese alguma deixou de estar ao lado do Mais Querido, da Nação. E talvez por isso e por acreditar que o manto sagrado devesse voltar a flutuar no pavilhão que, em 2013 surge quem sabe o renascimento de uma instituição chamada Flamengo. Com Eduardo Bandeira de Melo, que no auge de sua altivez trouxe de volta o orgulho, a satisfação, a alegria de ser rubro-negro. Cante comigo, Mengão, acima de tudo rubro-negro. Hoje, depois de arrumada a casa e sanada às dívidas, o Flamengo caminha a passos médios para o sucesso pleno e total. Conseguindo em um curto espaço de tempo montar um time competitivo e vencedor, dar às categorias de base subsídios para um trabalho de excelência que já desfruta de títulos nos sub-15, sub-17 e sub-20. Time profissional campeão brasileiro de 2019 e da Libertadores 2019 e com grandes chances de ser pela segunda vez campeão mundial de clubes. Haja coração para tanta emoção. Ser Flamengo hoje é estar ligado a 220w e não querer parar. É cantar alto para todo mundo ouvir, nasci rubro-negro, não tem pra ninguém. Parabéns ao Flamengo que está no caminho certo, buscando a hegemonia no futebol e nos esportes amadores também. Trabalhando com seriedade e devolvendo a sua Nação o orgulho de ser flamenguista. Carioca tem o orgulho de ser um povo que nunca chega na hora, deixa tudo pra última hora, tá sempre com um sorriso no rosto e claro, ou é Flamengo ou contra o Flamengo. É raiz, vem de berço. Toma aquele chopinho enquanto espera a hora do jogo começar. Quando não está no Maraca para assistir a mais um show de seu time, está num barzinho com amigos bebendo e zoando o adversário. Isso é ser flamenguista. Não tem hora, nem lugar. O Rio de Janeiro não seria lindo se não existisse o Flamengo, pois ele dá a pitada certa para que a cidade se sinta desejada e amada. Maracanã, domingo a tarde, depois de um dia de sol e praia, assistir a um jogo do Flamengo com sua torcida cantando suas músicas não tem nada igual. É como Lamartine babo, em sua maior inspiração escreveu no hino do Flamengo: “… Eu teria um desgosto profundo, se faltasse o Flamengo no mundo…”. Tá vendo, não sou eu quem está afirmando e sim o americano mais flamenguista que já existiu, Lamartine Babo, o famoso Lalá. Parabéns Nação rubro-negra pelo maravilhoso ano que fizeram. Sim, porque a torcida foi peça importante e porque não dizer chave da campanha. Esteve batendo recordes de bilheterias. Viajou e ajudou a equipe em todos os lugares. Aumentou seu quadro de sócio torcedor que havia estagnado fazia anos. Quando escrevi esse artigo o mundial interclubes ainda não havia acontecido, mas tenho certeza de que a torcida do Flamengo já está satisfeita com todas às conquista da temporada. Se o mundial vier para a Gávea será mais uma, mas se não vier, sua enorme torcida já pode dormir em paz. O ano foi satisfatório. E que venha 2020.

 

Por ALEXANDRE MAURO

Jornalista, radialista, comentarista da Rádio Saara Futebol Clube e apresentador do Programa Rolando no Rio, exibido na Rádio Saara toda sexta-feira, às 20 horas.

Deixe seu comentário: