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O Carioca no fundo do poço

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POR RENATO ALVES

Em 2018 o Rio de Janeiro terá dois representantes na competição mais importante das Américas, a Taça Libertadores. Porém, a realidade de seu campeonato está muito aquém dos tempos de glória, onde era reconhecidamente o mais importante torneio regional do país por sua qualidade dentro de campo e as festas nas arquibancadas.

Infelizmente, hoje o Campeonato Carioca não passa de mais um torneio cheio de times fracos e que não desperta o interesse dos grandes.

Só para se ter uma idéia da tamanha falta de prestígio do Cariocão, o Cruzeiro sozinho, em sua partida de estréia no Campeonato Mineiro contra o Tupi, colocou 42 mil pessoas no Mineirão. Quase 4 vezes mais gente que somados todos os jogos da primeira rodada do nosso “charmoso” campeonato (11.261 espectadores).

Públicos da 1ª rodada do Carioca 2018:
4.340 – Volta Redonda 0 x 2 Flamengo
4.055 – Botafogo 2 x 2 Portuguesa
1.653 – Boavista 3 x 1 Fluminense
700 – Nova Iguaçu 1 x 1 Cabofriense
513 – Madureira 2 x 2 Macaé
0 – Vasco 0 x 2 Bangu (portões fechados)

Esse ano, a média de público da primeira rodada do Campeonato Estadual do Rio de janeiro foi praticamente a metade do ano anterior. Em 2017 a média foi de 4.031 espectadores, contra 2.252 da primeira rodada de 2018.

Fazendo uma rápida comparação com praças de menor expressão e pequena capacidade de investimento, como o Campeonato Paraense, Remo e Bragantino colocaram no estádio do Mangueirão 30.860 pagantes, no último domingo (14/01).

Tenho a impressão que chegamos ao fundo do poço e precisamos diagnosticar rapidamente os problemas. Caso contrário, será impossível reverter a situação no futuro. Campeonatos como o Mineiro e o Gaúcho vem crescendo e atraindo mais investidores. Sem contar que a Copa do Nordeste, embora organizada pela CBF, tem se tornado uma vitrine para jogadores e empresas que querem investir.

 

 

 

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