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Rio tem aumento de 720% nos casos de chikungunya

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Anunciado pelo governador eleito Wilson Witzel para ser o novo secretário estadual de Saúde, o médico Edmar Santos, que dirige desde 2016 o Hospital Universitário Pedro Ernesto, da Uerj, terá pela frente desafios financeiros e de gestão. Mas não poderá perder de vista uma ameaça que bate à porta do estado do Rio desde o verão passado: a chikungunya. O aumento do número de casos no estado do Rio já bate 720%.

O médico afirma que a doença — uma das três transmitidas pelo mosquito Aedes aegypti — deve assustar a todos e, contra ela, são necessárias ações preventivas.

— A chikungunya deve assustar todo mundo. Temos que tomar as medidas preventivas contra isso. Vamos enfrentar os desafios que vierem com muita transparência, muita seriedade, informando tudo à população. Acredito que seja assim que construiremos um caminho juntos. Não vamos resolver os problemas, que vêm de muitas décadas, de uma hora para outra — afirmou o futuro secretário.

A epidemia de chikungunya, que estava prevista para o verão deste ano, não se concretizou, mas os números de casos e mortes pela doença já mostram que a história pode ser outra a partir dos próximos meses, com o aumento da temperatura. O calor estimula a reprodução do mosquito Aedes aegypti, favorecendo a proliferação do transmissor. De acordo com o último boletim epidemiológico da Secretaria estadual de Saúde, entre janeiro e o último dia 21 de novembro, foram registrados 36.492 casos de chikungunya , com 18 óbitos. A dengue apresentou 13.961 notificações e dois óbitos. Já a zika teve 2.256 casos, sem registro de morte. Em 2017, houve 4.305 casos de chikungunya e duas mortes pela doença, 10.697 de dengue, com uma morte confirmada, e 2.508 de zika.

Santos formou-se em Medicina pela UFRJ em 1992, conclui o mestrado em Fisiopatologia Clínica e Experimental pela Uerj, em 2001, e o doutorado em Biologia (Biociências Nucleares), também pela Uerj, em 2006. É membro da Sociedade Brasileira de Anestesiologia. Em 2002, realizou pós-graduação em Docência do Ensino Superior pela UFRJ e, em 2010, um MBA Executivo em Saúde pela FGV. Além de dirigir o Pedro Ernesto, o médico é professor adjunto da Faculdade de Ciências Médicas da Uerj.

 

Matéria publicada pelo Jornal Extra

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