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Movimento do Comércio avança 2,3% em novembro

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Data da foto: 06/2009
Consumidores na Rua da Alfândega, na região denominada Saara, Sociedade dos Amigos das Adjacências da Rua da Alfândega.

O Indicador Movimento do Comércio, que acompanha o desempenho das vendas no varejo em todo o Brasil, avançou 2,3% em novembro deste ano na comparação com outubro, já descontados os efeitos sazonais. O aumento se deu após os resultados de 0,3% em setembro e 0,8% em outubro. Na comparação com novembro de 2018, houve crescimento de 3,7%, enquanto, no acumulado em 12 meses, o indicador acelerou e registrou avanço de 1,7%.

As concessões de crédito com recursos livres aos consumidores vêm mantendo o ritmo de crescimento, o que, somado ao baixo nível de inflação e ao resgate dos recursos do FGTS, parece estar por trás do crescimento do movimento do comércio nos últimos meses.

Em novembro, o resultado do indicador também foi influenciado positivamente pela semana da Black Friday. Considerada a maior data para o comércio depois do natal, o evento promocional parece ter impulsionado as vendas na maioria dos segmentos, com destaque para o avanço em móveis e eletrodomésticos.

O mercado de trabalho, contudo, ainda segue fragilizado, com o desemprego caindo basicamente por causa da expansão da informalidade e do trabalho por conta própria. Com isto, a renda cresce pouco, o que tem resultado em aumento do endividamento e do comprometimento da renda, elevando-se, assim, o risco de aumento da inadimplência.

De qualquer forma, ao menos a curto prazo, o cenário para a inadimplência não chega a preocupar, o que favorece o mercado de crédito e, consequentemente, o movimento do comércio para o final do ano.

 

Na análise mensal, o segmento de “Móveis e Eletrodomésticos” apresentou alta de 5,2%, descontados os efeitos sazonais. Nos dados sem ajuste sazonal, o acumulado em 12 meses acelerou (se posicionando em 0,4%).

A atividade de “Supermercados, Alimentos e Bebidas” registrou variação de 0,7% no mês na série dessazonalizada. Na série sem ajuste, a variação acumulada em 12 meses foi de 1,8%.

Já a categoria de “Tecidos, Vestuários e Calçados” cresceu 1,7% no mês, expurgados os efeitos sazonais. Nos dados acumulados em 12 meses houve alta de 5,2%.

Por fim, o segmento de “Combustíveis e Lubrificantes” apresentou alta de 0,8% em novembro considerando dados dessazonalizados, enquanto, na série sem ajuste, a variação acumulada em 12 meses foi de -0,2%.

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