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Flamengo instaura nova mediação e quer ouvir famílias

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A diretoria do Flamengo mudou a estratégia para compensar as famílias da tragédia em seu Centro de Treinamento. Após sinalizar ao Ministério Público e à Defensoria Pública uma oferta financeira de indenização, e ouvir uma contraproposta quase dez vezes maior que o valor total oferecido, o clube partiu para uma nova instância de mediação.

A proposta do clube, segundo o Ministério Público do Trabalho informou nesta quarta-feira, foi de R$ 300 mil a R$ 400 mil de indenização por atleta morto, somado a salários mínimos por dez anos pagos às famílias. Enquanto isso o Ministério Público queria R$ 2 milhões e o pagamento de salários de R$ 10 mil até o momento que o atleta completaria 45 anos, ou seja, por mais trinta anos em média.

O Flamengo não confirma os valores apresentados. O clube fez uma proposta sigilosa com quantias mais altas antes de encerrar a mediação no Ministério Público do Trabalho.

Os dirigentes do Flamengo instauraram nesta quarta-feira um novo núcleo de mediação no Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro, aos cuidados do desembargador Cesar Cury. Lá, o Flamengo pretende ouvir as famílias sobre os valores que consideram adequados para que não haja processo judicial. O que não ocorreu até agora, já que o Ministério Público tomou a frente das negociações.

A diretoria se sentiu pressionada e até ameaçada pelo Ministério Público, que não é representante de fato dos familiares das vítimas. Segundo o clube, o órgão apresentou cálculos considerados distante do que diz a jurisprudência de casos do tipo em todo o país.

Nesta terça-feira, o Flamengo foi surpreendido por uma nota oficial do MP, na qual o órgão afirma que o clube não aceitou as condições apresentadas. Em seguida, o clube se pronunciou e explicou que ofereceu valores acima de parâmetros vistos em acidentes semelhantes, como o da boate Kiss.

A RESPOSTA DO FLAMENGO

O Clube de Regatas do Flamengo, em relação às tratativas com o MP-RJ, a Defensoria Pública e o Ministério Público do Trabalho, esclarece que:

– No primeiro dia do trágico acidente, o Flamengo tomou a iniciativa de procurar as autoridades e se pôr à disposição para, independentemente das investigações acerca de culpa, indenizar as famílias de seus jovens atletas no menor prazo possível.

– Para este fim, o Clube se prontificou a participar de um processo de composição amistosa. Trouxe familiares da vítimas para o Rio de Janeiro, com o objetivo de que estes pudessem se reunir com a Defensoria Pública e, assessorados por ela, tivessem a oportunidade de participar diretamente do processo amistoso de negociação.

– Paralelamente, o Flamengo participou de reuniões com as autoridades, buscando estabelecer critérios comuns para a negociação.

– Nestes encontros, foi solicitado ao Clube que este apresentasse uma proposta de valor que pudesse balizar as conversas. Isso foi feito, embora não atendesse ao princípio de uma mediação aberta.

– Nesta terça-feira (19), após reunião com autoridades daqueles órgãos, o Flamengo – independentemente de processo judicial – ofereceu, por fim, um valor que está acima dos padrões que são adotados pela Justiça brasileira, como forma de atender com brevidade as famílias de seus jovens atletas.

– O Flamengo teve o cuidado de oferecer valores maiores dos que estão sendo estipulados em casos similares, como, por exemplo, o incêndio da boate Kiss, ocorrido em 2013. Até hoje, vale lembrar, famílias não receberam a indenização.

– A atuação do Flamengo, no Brasil, é praticamente inédita, até onde se tem notícia.

– Diante disso, o Flamengo reitera o propósito de se antecipar e informa que vai instaurar procedimento de mediação no Núcleo de Mediação do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, coordenado pelo Desembargador Cesar Cury, e para o qual convidará as famílias – e deixando claro que as autoridades também serão convidadas.

Matéria publicada em: Jornal EXTRA

 

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