Preencha os campos abaixo para submeter seu pedido de música:

De virada Fla vence Al-Hilal por 3 a 1 e avança para final do Mundial

Compartilhe:
show_flamengo_ead36e81-223c-4df0-b467-d70e4fe7d51e

POR CAIO RAMOS

Antes da bola rolar, o favoritismo vestia rubro-negro. Era indiscutível a superioridade técnica do Flamengo em relação ao adversário, mas depois que o juiz trilhou o apito pela primeira vez, viu-se uma equipe apática, atônita, dominada.

Em 15 minutos, o Al-Hilal já mostrava suas credenciais, o meia Salem e os atacantes Carrillo e Giovinco davam trabalho à defesa do Flamengo, mas foi Gomis quem perdeu a chance mais clara. Sem marcação, o atacante francês pegou o rebote de Diego Alves quase na pequena área e isolou. Era o prenúncio daquilo que ainda estava por vir.

Na sequência do gol perdido, os sauditas armaram mais um bom ataque. Giovinco entregou para Al-Burayk pela direita, o lateral teve espaço para dominar e cruzar na medida para Salem, que bateu de primeira. A bola ainda desviaria em Pablo Marí antes de morrer nas redes.

Com a defesa vulnerável, o Flamengo não rendia no ataque. Bruno Henrique e Gabigol mal tocavam na bola e se enervavam com a boa marcação adversária. Ao fim da primeira etapa, o rubro-negro só havia finalizado três vezes ao gol do Al-Hilal. Jorge Jesus, treinador do Fla, estranhamente quieto, parecia não saber o que fazer para melhorar o rendimento da equipe dentro de campo. Parecia.

Seja lá o que houve no vestiário, funcionou. O Flamengo retornou para a etapa final mais vibrante e não demorou para arrancar o empate no melhor estilo Jorge Jesus. Logo aos 3 minutos, a bola foi trabalhada de pé em pé até chegar em Gabigol, que lançou Bruno Henrique já dentro da grande área. O atacante podia tentar o arremate, mas deu uma assistência primorosa para De Arrascaeta, que corria livre pelo meio. Golaço.

À regência portuguesa, a equipe voltava a praticar o bom futebol visto ao longo da temporada. O campeão da Libertadores assumia seu protagonismo e se lançava ao ataque para virar a partida. Na defesa, Rodrigo Caio e Pablo Marí tinham mais problemas com as próprias falhas do que com as jogadas criadas pelo Al-Hilal.

O tempo passava, mas o placar se mantinha inalterado. Na área técnica, Jorge Jesus pensava na alteração para mudar os ânimos do time. Aos 29, Gerson, apagado no jogo, deu lugar a Diego Ribas. Assim como fez contra o River Plate na final da Libertadores, o camisa 10 do Fla incendiou a partida.

Foram necessários 4 minutos para que Diego articulasse boa jogada pelo meio e tocasse para Rafinha. O lateral bateu de primeira na bola e encontrou a cabeça de Bruno Henrique. O Flamengo virava a partida e aliviava a tensão dos 10 mil torcedores que acompanhavam em loco e os mais de 40 milhões ao redor do mundo.

Com a vantagem nas mãos, o jogo ficou à caráter para o Flamengo. O time estava mais tranquilo em campo e não tinha tanta dificuldade para trocar passes. Em jogada criada por Arrascaeta, Bruno Henrique recebeu pela esquerda e cruzou procurando Gabriel Barbosa dentro da área. A bola foi na direção do artilheiro, mas foi interceptada pelo zagueiro Albulayhi, que acabou empurrando contra o próprio gol. Se já não bastasse o resultado adverso, o Al-Hilal ainda perdeu o atacante Carrillo expulso e não teve forças para buscar o empate.

A vitória leva o Flamengo à grande decisão do Mundial de Clubes da FIFA 2019, mas não esconde as fragilidades da equipe, que não demonstra ser tão cascuda mesmo com jogadores experientes em seu elenco. Para erguer a taça do bicampeonato mundial no próximo sábado, contra Liverpool ou Monterrey, Jorge Jesus e seus comandados precisarão aumentar o poder de concentração do primeiro ao último minuto de jogo.

Foto: REUTERS/Kai Pfaffenbach

Deixe seu comentário: