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Muito frio, mas no final esquentou geral ou quase

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POR HEITOR OLÍMPIO

Chegou agosto, o mês mais longo do calendário. Cinco semanas completas te espera. Começo do mês que representa o fim das férias escolares: É moçada está na hora de volta às aulas!

Mês de leoninos e virginianos (poder e trabalho ou o poder do trabalho?!) Na semana que agosto começou foi julho que deu seu suspiro de orgasmo.

Mas falando de futebol, já que a Coluna é sobre isso, os times cariocas desfilaram, na quarta, com Botafogo e Flamengo, cada um com seus desafios particulares Sulamericana e Copa do Brasil respectivamente.

Pelo lado do Glorioso, o time foi até o Paraguai enfrentar o Nacional. Já o Rubro-negro, foi ao Sul num lance meio Kleiton e Kedir “vou para Porto Alegre, tchau!”

Completando a jornada esportiva, na quinta, o Fluminense recebeu o Defensor do Uruguai pela Sul-Americana.

Cheguei à Rádio Saara na quarta-feira , chuvosa, no final do primeiro tempo do 1° jogo da noite.

O simpático porteiro do prédio me perguntou, enquanto, abria a porta se ainda teria alguém para chegar. Disse que sim, e fui logo emendando divulgando, o que estamos fazendo na cobertura daquele edifício.

Perguntei qual era o time do coração dele e o mesmo me disse que era botafoguense. Então emendei mostrando o app da Rádio Saara e ensinei ele baixar dizendo que é leve e grátis.

Enquanto, Felipe Reis narrava o final do primeiro tempo, eu e meu companheiro de prosa falávamos sobre o passado glorioso do time da Estrela Solitária. Trouxemos para conversa Garricha, João Saldanha, Sandro Moreyra, Milton Santos, Zagalo e Heleno de Freitas (o último ele não conhecia – fiz uma breve explicação sobre o belo jogador que Heleno foi e fiz uma propaganda do filme estrelado pelo Rodrigo Santoro).

Deixei meu novo amigo, com seu cabelo platinado ocasionado pelo tempo, com óculos de armação oval e ouvindo a voz possante do Felipe Reis.

Cheguei no estúdio e fui me preparando para a segunda transmissão da noite. Do outro lado do vidro, Felipão já tinha narrado um golaço de bicicleta do Nacional, o empate do Botafogo e só, quem dera!

O Glorioso de tantas glórias vive um presente complicado e de certa forma sombrio, porque saiu do Paraguai derrotado por 2 a 1, dificultando muito a classificação para o segundo jogo no dia 16/08, em casa.

E, sem técnico. Se me cabe uma comparação aos Paquetás que estão aqui no Rio, acho que o que estava no comando do Botafogo era paraguaio conseguiu deixar o time pior em campo.

O segundo jogo da noite entre Grêmio x Flamengo aconteceu na Arena do Grêmio, pelas Quartas de Final, da Copa do Brasil – confesso que tinha mais apreço quando o Imortal mandava os jogos no estádio Olímpico, no bairro Azenha/RS. Seu ex-coliseu anda castigado, abadanado e em silêncio – pecado!

O primeiro tempo do jogo foi S E N S A C I O N A L, digno dos antigos jogos que produzimos na nossa terra tupiniquim.

Tite acompanhava o jogo no estádio e, além de ficar de boca aberta em quase todos os 45’ minutos, não pode beber uma água para não perder os lances.

Viu o carrossel tricolor armar uma bela jogada e rolar para quem? Quem? Quem? Raimundo Nonato?! Não. Luan! Ele mesmo (roubei o bordão Matheus Netto!)

O jogador que você, senhor Adenor ignorou, para chamar o Talison, francamente. Não me venha com comercial ala criança para justificar essa escalação e faturar um dinheirão, hein! Não entendo e não vou entender.

Na gelada Porto Alegre, o jogo pegava fogo com a qualidade técnica dos times. No segundo tempo, o Imortal se tornou mortal e a Nação cresceu, mesmo com as firulas e seguradas de bola do Lucas Paquetá (quer porquê quer gravar o seu dvd).

Renato Portaluppi chegou a atrapalhar uma cobrança de falta do Flamengo, no momento em que Everton Ribeiro tentava bater rápido.

Quando o técnico Barbieri ia colocar em campo Geuvânio, pelo lado do Fla, a sorte estava ao seu favor, porque modificou a substituição e colocou o garoto Lincoln no lugar. Foi através do pé direito do menino que o empate veio. Tirou a camisa fez o carão 1 a 1 fim de partida. E o jogo de volta será dia 15/08 no Maracanã – que já se modificou tantas vezes estará mais vivo do que nunca.
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Antes de adentramos no último jogo dos cariocas desta semana, é lamentável a notícias que li sobre o roubo da medalha Fields – Nobel da Matemática uma espécie de Copa do Mundo, pois ocorre também de quatro em quatro anos. Já tínhamos feito isto com Taça Jules Rime e agora se junta a Fields. Somos bi campeões! Legal! – só que não
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O Fluminense abriu o Maracanã na quinta-feira para receber o Defensor do Uruguai na partida de ida da Copa SulAmericana.

O time visitante fez jus ao nome que tem e ficou só na retranca com o Tricolor carioca pressionando, com o comando de Marcelo Oliveira (que meu amigo Wanderley Cepeda o chama de estudioso) tentava organizar os seus comandados.

Se aqui em casa estava muito frio. Fiquei pensando de baixo do edredom como se joga futebol contra um adversário que não avança e tenta deixar a partida na temperatura ambiente.

O Flu foi valente e no segundo tempo, deixou morno a partida com o cruzamento do Sornoza e o gol de cabeça de Digão ao 41. Mas foi no final, nos acréscimos que o ambiente ferveu com o G O L A Ç O olímpico, do meia-campista camisa 10 Sornoza.

Aqui na Rocinha só ouvi um estouro de fogos: é a crise, a neblina o frio. Os caras gastaram tudo no jogo do Flamengo e do Botafogo. Talvez se tivessem a previsão feita da Maju que iria acontecer teriam guardado mais.

Terminou 2 a 0 com uma superioridade expressiva. Foram 20 chutes à gol e 83% em posse de bola. Vantagem enorme para o Tricolor no jogo de volta 16/08, no Uruguai.

Que na semana que vem, os cariocas aqueçam os jogos, e a Maju faça previsões mais quentes, porque não estamos preparados para esse frio da porra.

Fim de pauta!
Até a próxima semana.

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