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Em 81 e 2019 uma coisa é certa: O Flamengo mexeu com o povo

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O ano de 2019 começou com um prelúdio de que seria um ano difícil e com muitas tragédias. O que realmente ocorreu e nos deixou tristes. Tivemos um ano para na melhor das hipóteses, esquecer. Lá no início da temporada do futebol, se alguém dissesse que no fim do ano, no Mundial de Clubes no Catar teríamos a possibilidade de reeditar uma final que ficou marcada na história do Mais Querido do Brasil, eu, com certeza não acreditaria. Flamengo e Liverpool podem, caso passem pelos seus adversários nas semifinais da competição que começou dia 11, brindarão o planeta com o melhor futebol praticado hoje no mundo. A expectativa é grande, porém, para isso, terão que vencer seus rivais nos dias 17 e 18 de dezembro, respectivamente, e assim, no dia 21 estarem frente a frente para mais um duelo numa grande final.

Quis os Deuses do futebol que depois de 38 anos, o Flamengo reencontrasse o Liverpool. É verdade que a forma de disputa mudou. Na ocasião, em 81, tinha outro nome e era disputado em um único jogo e disputado em Tóquio, no Japão. A Copa Europeia/Sul-Americana de 1981, também conhecida como Copa Toyota e Copa Intercontinental, foi a vigésima edição da competição e a segunda a ser disputada no modelo de jogo único no Japão. O Flamengo na ocasião, venceu por 3 a 0 o então Liverpool que havia sido campeão da Europa. Foi o maior placar numa final desde que os times passaram a jogar em campo neutro. O Liverpool queria mostrar a soberania inglesa no futebol, pois vinha de um tricampeonato Europeu, já o Flamengo queria acabar com o estigma de ser um time de ”Maracanã”,pois todos os seus títulos de expressão haviam sidos conquistados no então maior estádio do mundo.

Para chegarem a grande final, os dois times fizeram uma final em seus continentes e o Flamengo jogou a final da Libertadores de 81 com o Cobreloa, do Chile, numa partida em que ficou marcada pela violência e o famoso soco do Anselmo no zagueiro Mario Soto. Já o Liverpool encarou nada mais nada menos que o Real Madri. Deixando seus adversários para trás e rumando ao topo, lá estavam Flamengo e Liverpool. Que jogo! Eu vi uma das melhores partidas que o time do Flamengo já fez em toda sua história. Zico simplesmente fenomenal. Aquele time jogava por música. Quem esteve no Japão ou simplesmente viu pela TV jamais esquecerá os dois gols de Nunes e o do Adílio, “Neguinho bom de bola” (na época não existia esse politicamente correto) ou “Garoto da Cruzada”, pois ele veio da Cruzada São Sebastião, uma espécie de Condomínio popular dos anos 70 e está lá até hoje no Leblon, próximo a sede do Flamengo.

O então técnico do Liverpool, Bob Paisley deu uma entrevista dias antes da partida dizendo não conhecer o time do Flamengo. Disse também que isso não era falta de respeito com seu adversário, mas que do Brasil conhecia bem a seleção. Sabia que Zico e Júnior eram da seleção e isso já fazia diferença. Triste depoimento, pois foi mais um elemento a ser inserido na vontade do time da Gávea em se mostrar para o mundo. E o que vimos foi um Flamengo envolvente que parecia não se intimidar com os 11 de Liverpool e já no primeiro tempo determinou o resultado da partida escrevendo assim seu nome no cenário mundial do futebol. Flamengo campeão mundial interclubes agora já reconhecido pela FIFA como campeão mundial de clubes.

Dia 17 o Flamengo de 2019 entrará em campo contra o vencedor da quarta de final que será realizada no dia 14 de dezembro entre Al Hilal e Espérance. Al Hilal nos faz lembrar de um nome muito querido e amado no clube, George Helal. O grande dirigente, presidente, homem que manteve um time forte para marcar uma época. Um dos fundadores da SAARA. Muitas alegrias deu a Nação Rubro Negra. Seria um sinal? Bem, o dia está chegando e logo saberemos. Seja qual for o adversário, o Flamengo está preparado para garantir a vaga na grande final e esperar o seu adversário, pois o Liverpool jogará dia 18 e aí sim, poderemos ter a final dos sonhos. O tempo está encurtando o momento mais esperado do ano no mundo do futebol. As janelas e fachadas já estão enfeitadas com bandeiras e camisas se misturando a piscas piascas e enfeites de natal. Uma união perfeita, papai noel e título de presente. Sonhar não custa nada.

O time do Liverpool esse ano é tão bom quanto o de 81. A diferença está na forma de jogar futebol hoje. Mais intensidade e preparo físico fazem a diferença. O time joga junto a pelo menos três anos e o seu treinador, o alemão, Jürgen Klopp, hesitou em levar seus principais jogadores para o mundial. Em 1977 e 1978 o bicampeão Europeu Liverpool abriu mão de disputar a final de clubes. Em 81 fez sua estreia na competição assim como o Flamengo. Estou aqui falando em 81 várias vezes, mas é porque não tem como não comparar as datas, os momentos, é a magia do futebol. Pouco mais de trinta milhões de torcedores em dezembro de 81 e hoje aproximadamente 42 milhões de fanáticos e empolgados torcedores que esperam ver o Flamengo na grande final do dia 21 de dezembro. Que os Deuses do futebol estejam com o Rubro-Negro nessa final, afinal, depois de quase quatro décadas de espera, um titulo mundial será muito bem-vindo.

Por ALEXANDRE MAURO                                                                                                                                            Jornalista, radialista, comentarista da Rádio Saara Futebol Clube e apresentador do Programa Rolando no Rio, exibido na Rádio Saara toda sexta-feira, às 20 horas.

 

 

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